quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Trabalho do Bimestre

( "Paz .... ?" - Luis Marciliano)

poor_TA

Pela porta passam
pessoas, passos, apressados
descalços, sapatos e meias

Ali parada, morta...
VIVA
MORTA...PORTA BATIDA

Invisível a quem vê
Qual o valor da porta?
PortAL, portinha, portão
Uma escada no meio
da rua, nua

Ali parada, morta...
VIVA
VIVA

Nada mais VIVO que
a
PORTA.

(Luis Marciliano)

Micro análise do meu primeiro poema ....

“Veja com olhos livres.”
Perceba cada detalhe.
Não deixe a idéia fixa e antecipada que perturba a mente e o stress se apossarem de você.
Nossa
capacidade vai muito alem do simples ver, mas nos esquecemos disso.
Experimente
, realmente, VIVER cada dia da sua vida e não só esperar que ele chegue ao fim.

São nas coisas simples que encontramos a felicidade de saber em que mundo vivemos! ;)

Aula 25 - Segunda Geraçao Modernista

Segunda Geração Modernista

(Carlos Drummond)


A segunda fase do Modernismo foi caracterizada, no campo da poesia, pelo amadurecimento e pela ampliação das conquistas dos primeiros modernistas. Eliminando o excesso de Brasil da página literária, exauridos os jogos primitivistas e antropofágicos, a poesia brasileira, sólida nas suas conquistas técnicas, na sua liberdade construtiva, pode começar a sua segunda aventura modernista. Assim, nos anos de 1930 a 1945 a poesia modernista se consolida e alarga seus horizontes temáticos.

No plano formal, o verso livre continuou sendo profusamente adotado, mas os poetas do período tinham liberdade para escolher formas como o soneto ou o madrigal, sem que isso significasse uma volta a estéticas do passado, como o Parnasianismo. A ruptura já havia sido feita, e era possível dilatar o campo de experimentações poéticas pesquisando formas, utilizando técnicas de outras escolas e épocas, reelaborando-as e conferindo a elas novos sentidos.

No plano temático, a abordagem do cotidiano continua sendo explorada, mas os poetas se voltam também para problemas sociais e históricos, além de manifestarem inquietações existenciais e religiosas que ampliam as proposições da fase anterior. O registro dos fatos do cotidiano, muitas vezes próximos da banalidade, era algo de extremamente moderno, já que as normas tradicionais da poesia sempre haviam prescrito a seleção dos temas poéticos.

O Modernismo já estava dinamicamente incorporado `as praticas literárias brasileiras, sendo assim os modernistas de 30 estão mais voltados ao drama do mundo e ao desconcerto do capitalismo também.

Principais Autores:
-
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987)
-
Cecília Meireles (1901-1964)
-
Érico Veríssimo (1905-1975)
-
Graciliano Ramos (1892-1953)
-
Jorge Amado (1912-2001)
-
José Lins do Rego (1901-1957)
-
Murilo Mendes (1901-1975)
-
Rachel de Queiroz (1910-2003)
-
Vinícius de Moraes (1913-1980)

sábado, 15 de setembro de 2007

Aula 24 - Concretismo

Concretismo
Anatomia de uma decepção

Escorrega-se
r
a
m
p
a
abaixo,
de volta à

solidão.


( mais poesias concretas e muito interessantes no site : http://concretismo.zip.net/ )

Concretismo é um movimento vanguardista surgido em 1950, inicialmente na música e depois passando para a poesia e artes plásticas.

Defendia a racionalidade e rejeitava o expressionismo, o acaso, a abstração lírica e aleatória. Nas obras surgidas no movimento, não há intimismo nem preocupação com o tema, seu intuito é acabar com a distinção entre forma e conteúdo e criar uma nova linguagem.

Durante a década de 1960, poetas e músicos do movimento passam a se envolver em temas sociais, geralmente sem influência na obra, sendo somente uma ligação pessoal. As obras passam a ser mais e mais preocupadas com a inovação da linguagem.

Foi o primeiro movimento criado no Brasil e tem como seus principais representantes:
- Augusto de Campos
- Haroldo de Campos
- Décio Pignatari

Aula 23 - Linguagem de Fresta

Linguagem de Fresta

No início dos anos 60 implantou-se, no Brasil, uma ditadura militar da
direita, enquanto que a "inteligência" brasileira brasileira pendia para
a esquerda.

Anos rebeldes, palavras de ordem, CPC, UNE, CCC, Maria Antônia, PUC, USP,Mackenzie, censura, engajamento, repressão, subversivos, MEC/USAID, subdesenvolvimento, bossa-nova, iê-iê-iê, tropicália - miscelânia que retrata nosso país num dos períodos mais conturbados de sua história.

A saída para o impasse, para driblar a censura, foi a chamada "linguagemda fresta", usada principalmente nas canções populares. Músicas, filmes,livros (ficcionais ou não), peças teatrais, enfim, a produção cultural desse período mostra um Brasil fragmentado, espoliado, subjugado, calado.

A B"anda" ( Chico Buaque )

Estava a toa na vida, o meu amor me chamou

Pra ver a banda passar, cantando coisas de amor

A minha gente sofrida, despediu-se da dor

Pra ver a banda passar, cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro, parou

O faroleiro que contava vantagens, parou

A namorada que contava as estrelas,

Parou para ver, ouvir e dar passagem

A moça triste que vivia calada, sorriu

A rosa triste que vivia fechada, se abriu

A meninada toda se asanhou

Pra ver a banda passar, cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou

Qu'inda era moço pra sair no terraço e dançou

A moça feia debruçou na janela

Pensando que a banda tocava pra ela

A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu

A lua cheia que vivia escondida, surgiu

Minha cidade toda se enfeitou

Pra ver a banda passar, cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto, o que era doce acabou

Tudo tomou seu lugar, depois que a banda passou

E cada qual no seu canto, em cada canto uma dor

Depois da banda pssar, cantando coisas de amor

Aula 22 - Tropicalismo

Tropicalismo

( "Flores" - Luis Marciliano )

O tropicalismo foi um movimento cultural que surgiu com influência nas correntes artísticas de vanguarda e da cultura pop nacional e estrangeira (como o pop-rock dos Beatles e o concretismo - Influência Antropofagica). Mesclou de manifestações tradicionais da cultura brasileira à inovasões estéticas radicais.

Tinha também objetivos socias e políticos, mas principalmente comportamentais, e por isso encontraram dificuldades por causa do Regime Militar que os reprimia. O movimento manifestou-se principalmente na música (cujos maiores representantes foram Caetano Veloso, Torquato Neto, Gilberto Gil, Os Mutants e Tom Zé).

Houve também diversas manifestações artísticas, como as artes plásticas (destaque para a figura de Hélio Oiticica), o cinema ( inflenciou o Cinema novo de Gláuber Rocha) e o teatro brasileiro (sobretudo as peças de José Celso Martinez Corrêa).


"Sobre a cabeça, os aviões,
sob os meus pés, os caminhões,
Aponta contra os chapadões, meu nariz.
eu organizo um movimento,
eu oriento o carnaval,
eu inauguro um movimento,
No planalto central do país..."

(trecho de "Tropicália" de Caetano Veloso)

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Aula 21 - Primeira Geração Modernista

Primeira Geração Modernista

("Segunda Visão" - Luis Marciliano)

A primeira fase do Modernismo (1922 - 1930), é a de uma geração revolucionária, tanto nas artes como na política: volta-se contra toda espécie de "passadismo" e acredita no progresso e nas possibilidades de transformação do mundo; é uma geração crítica e anarquista; uma geração de combate. Suas armas a piada, o ridículo, o escândalo, a agitação.Caracterizada por uma oposição entre o projeto formal inovador e a proposta de resgatar elementos da cultura tradicional, a primeira geração de modernistas desenvolve uma arte experimental, de acordo com o projeto fixado por Mário de Andrade na Semana de Arte Moderna de 22. A produção destes iniciadores da arte moderna no Brasil concilia uma linguagem importada das vanguardas modernistas européias, com um conteúdo nativista que resgata as raízes culturais brasileiras.


Princípios:


- negação do passado, caráter destrutivo ("Sabemos o que não queremos");

- Eleição do moderno como um valor em si mesmo;

- Valorização do cotidiano;

- Nacionalismo;

-Redescoberta das realidades brasileira;

-Desejo de liberdade no uso das estruturas da língua;

-Predominância da poesia sobre a prosa.

Autores mais Importantes:








Artistas mais Importantes:










Aula 20 - Movimentos de Oswald de Andrade

Manifesto Antropofágico e Manifesto Pau-Brasil

("O Abapuru",1928 - Tarsila do Amaral)


("Estrada de Ferro Central do Brasil", 1924 - Tarsila do Amaral)


O Manifesto Antropofágico e o Manifesto Pau-Brasil foram movimentos modernistas encabeçados principalmente por Oswald de Andrade , um dos mais importantes introdutores do modernismo no Brasil.

- Manifesto Antropofágico, 1928 :

Este constitui-se numa síntese de alguns pensamentos do autor sobre o Modernismo Brasileiro. Inspirou-se em Marx, em Freud, Breton, Montaigne e Rousseau e atacava explicitamente as missões, a herança portuguesa e o padre António Vieira. Há várias idéias que estão implícitas neste manifesto. Uma é conhecida da antropologia e tem a ver com o papel simbólico do canibalismo nas sociedades tribais. O canibal nunca come um ser humano por nutrição, mas sim sempre para incluir em si as qualidades do inimigo ou de alguém. Assim o canibalismo é interpretado como uma forma de veneração do inimigo. Se o inimigo tem valor então tem interesse para ser comido porque assim o canibal torna-se mais forte. Oswald atualiza este conceito expressando que a cultura brasileira é mais forte, é colonizada pelo europeu mas digere o europeu e assim torna-se superior a ele. A antropofagia segundo Oswald é uma inversão do mito do bom selvagem de Rousseau, que era puro e inocente. O índio passa a ser mau e esperto, porque canibaliza o estrangeiro, digere-o, torna-o parte da sua carne. Assim o Brasil seria um país canibal. O que é um ponto de vista interessante porque inverte a relação colonizador/colonizado. O colonizado digere o colonizador. Ou seja, não é a cultura ocidental, portuguesa, européia, branca, que ocupa o Brasil, mas é o índio que digere tudo o que lhe chega. E ao digerir e absorver as qualidades dos estrangeiros fica melhor, mais forte e torna-se brasileiro.
Assim o Manifesto Antropófago, embora seja nacionalista não é xenófobo.

Brasil - Oswald de Andrade

O Zé Pereira chegou de caravela
E perguntou pro guarani da mata virgem
- Sois cristão?
- Não. Sou bravo, sou forte, sou filho da Morte
Teterê tetê Quizá Quizá Quecê!
Lá longe a onça resmungava Uu! ua! uu!
O negro zonzo saído da fornalha
Tomou a palavra e respondeu
- Sim pela graça de Deus
Canhem Babá Canhem Babá Cum Cum!
E fizeram o Carnaval

- Manifesto Pau-Brasil, 1924:

O manifesto desenvolve-se num tom de paródia e de festa, de prosa poética pautada com frases aforísticas. Nele se expressa que o Brasil passe a ser uma cultura de exportação, à semelhança do que foi o produto pau-brasil, que a sua poesia seja um produto cultural que já não deve nada à cultura européia e que antes pelo contrário pode vir a influenciar esta. Oswald defende uma poética espontânea e original, as formas de arte estão dominadas pelo espírito da imitação, o naturalismo era uma cópia balofa.

O Capoeira - Oswald de Andrade


Qué apanhá sordado?
O quê?
Qué apanhá?
Pernas e cabeças na calçada






segunda-feira, 11 de junho de 2007

Trabalho do Bimestre

Ofício do Artista: amar , julgar , ensinar ...



O que seria da ARTE sem os artistas? Afinal , sem eles as coisas seriam apenas coisas e o mundo estaria mergulhado em uma inércia , todo preto e branco , aos olhos dos mortais. Arte não é apenas pintura , poema e formas , mas sim a realidade surreal a qual nos norteia , nos alivia , nos faz esquecer que tudo não passa de uma ilusão.

O artista por sua vez é o mágico que transformou o mundo e trouxe cor aos olhos das pessoas. Ao mesmo tempo que engana , ele constrói dentro de cada individuo uma verdade. Verdade essa que as vezes floresce (os seguidores da arte) ou simplesmente fica ali , perdida e sem se desenvolver , assim como uma semente que não tem água o suficiente para germinar , uma arvore que não dá frutos.

O artista estabelece o contato entre o real e o imaginário e torna essa mistura uma ARTE. Conforme for sua realidade , uma tendência será criada. Tudo depende de sua interpretação do “lado” exterior.

Em um mundo de guerras , miséria e desigualdade o artista é um exemplo de “pão e circo” dos tempos modernos pois apesar da situação trágica em que nos encontramos ele consegue “distrair” as pessoas e as transportar para os cenários mais belos. Tudo isso com o “suor” do seu trabalho porque ARTE é trabalhar duro. É observar , criticar , amar , odiar. É a razão , emoção , esforço e pesquisa. É o racional de mão dada ao irracional. Não é apenas um “deixe-se levar” mas sim um “leve-se junto”.

Oficio de artista. Missão de criar arte. Desejo de liberdade de expressão. A alma na ponta do lápis , na tecla do computador , na tinta do pincel ... NA MÃO DO CRIADOR!

ARTISTA : esse sim é o representante de Deus na Terra.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Aula 14 - Simbolismo

Simbolismo
Simbolismo foi uma corrente literária surgida na França no final do século XIX que teve o intuito de ir contra os ideais do realismo e do naturalismo. Como o próprio nome diz , essa literatura mexia muito com o imaginário do homem. Tudo era possível , assim como nos sonhos , portanto tudo era místico , surreal , subjetivo. Ler os poemas dessa época é como cantar com a alma pois é forte dos mesmos ter um tom de musicalidade em cada verso , que nos leva por um caminho de nuvens , como se fossem degrais nos levando ao céu e ao la chegar ficamos sozinho , isolados de tudo e todos - os interesses particulares e individuais sao altamente prezados descartando a visão geral utilizadas pelos realistas.
Como longos ecos que de longe se confundem
numa tenebrosa e profunda unidade.
Vasta como a noite e como a claridade,
os perfumes, as cores e os sons se correspondem.
(Teoria das Correspondencias - Charles Baudelaire)
O simbolismo retoma em partes o romantismo , porém muito mais aprofundado com uma valorização exaltada do eu em um mergulho no inconsciente que te leva para dentro dos quadros , como se fossemos uma simples pincelada , sozinhos em uma tela em branco , que aos poucos toma formas , porém não objetivas , com um leve esfumaceado sobre elas - eram assim os quadros dessa época. Pinturas que passavam tranquilidade e um mundo de sonhos que todos querem viver.
Ó meu Amor, que já morreste
Ó meu Amor, que morta estás!
Lá nessa cova a que desceste
Ó meu Amor, que já morreste,
Ah! Nunca mais florescerás?
Ao teu esquálido esqueleto
Que tinha outrora de uma flor
A graça e o encanto do amuleto
Ao teu esquálido esqueleto
Não voltará novo esplendor?
(Inexorável - Cruz e Souza)
Resumo das características do Simbolismo:

- Conteúdo relacionado com o espiritual, o místico e o subconsciente: idéia metafísica, crença em forças superiores e desconhecidas, predestinação, sorte, introspecção;

- Esse maior pelo particular e individual do que pelo geral e Universal: valorização máxima do eu interior, individualismo;

- Tentativa de afastamento da realidade e da sociedade contemporânea: valorização máxima do cosmos, do misticismo, negação à Terra. Os textos comumente retratam seres efêmeros (fumaça, gases, neve...). Imagens grandiosas (oceanos, cosmos...) para expressar a idéia de liberdade;

- Conhecimento intuitivo e não-lógico;

- Ênfase na imaginação e na fantasia;
- Desprezo à natureza: as concepções voltam-se ao místico e sobrenatural;
- Pouco interesse pelo enredo e ação narrativa: pouquíssimos textos em pro
sa;
- Preferência por momentos incomuns: amanhecer ou entardecer, faixas de transição entre dia e noite;
- Linguagem ornada, colorida, exótica, bem rebuscada e cheia de detalhes: as palavras são escolhidas pela sua sonoridade, num ritmo colorido, buscando a sugestão e não a narração.

Aula 13 - João Cabral de Melo Neto


João Cabral de Melo Neto
"...E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina."
(Morte e Vida Severina)
João Cabral de Melo Neto é o mais importante poeta da geração de 45 mas trilhou caminhos próprios, dando continuidade a certos traços que já se delineavam na poesia de Carlos Drummond de Andrade e Murilo Mendes, tais como a poesia substantiva, a objetividade e a precisão dos vocábulos. Entre suas principais obras estão:

- Cão sem plumas (1950);

- O rio (1954);

- Quaderna (1960);

- Morte e Vida Severina (1965);

- A educação pela pedra (1966);

- Museu de tudo (1975);

- A escola das facas (1980);

- Poesia Crítica (1982).

Destacam-se os três laços fundamentais :

- a preocupação cada vez maior com a realidade social, particularmente com o Nordeste;
- a reflexão permanente sobre a criação artística;

- e o aprimoramento de sua poética já em construção, a poética da linguagem-objeto, isto é, que procura sugerir o assunto retratado pela própria construção da linguagem.

Talvez se possa afirmar que a poesia de João Cabral tenha sido a primeira a estabelecer um corte profundo entre a poesia romântica e a moderna. Ao tratar a mulher como tema amoroso, por exemplo, o poeta o faz de forma distanciada, sem cair no sentimentalismo.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Aula 12 - Parnasianismo



Parnasianismo
Arte pela Arte

O parnasianismo foi um movimento literário que surgiu na França e tinha como objetivo mostrar uma poesia de caráter positivista e científica para que fosse contra os pricípios do romantismo.

O processo de elaboração das poesias era muito complexo , pois os autores respeitavam as regras de versificação , eram muito fiéis a forma , tinha uma rima rica e preferências por estruturas como os sonetos. O emprego da linguagem figurada foi reduzida e valorizou-se a linguagem do exotismo e da mitologia. A descrição visual é muito presente também.

Algumas características:

- Objetividade e impessoalidade;

- Valorização da forma;

- Rimas ricas;

- Valorização dos sonetos;

- Metrificação rigorosa;

- Descritivismo;

Arte pela Arte : " A arte deve existir por si só"

Imagem em homenagem a "Belle époque" de Paris , época em que ocorreu o movimento.


domingo, 25 de março de 2007

Aula 6 - Realismo

À Espera , Fotografia Luis Marciliano

Realismo

Como o próprio nome diz , Realismo foi um período literário que mostrou a realidade do modo como os olhos enxergam. Nada de enganação , sentimentalismo ou falsas exaltações de um EU inexistente.

Os escritores optaram por uma escrita de cunho social exagerada , criticando as irregularidades antes escondidas sob o tapete no romantismo. Escravidão , preconceitos sociais e opção sexual são pontos chave dessa literatura , que era escrita de forma clara e direta para um possível entendimento geral. Entre os pricipais autores destaco Gustave Flaubert , francês - Madame Bovary , Eça de Queirós , português - Os Maias e Machado de Assis , brasileiro - Memórias Póstumas de Brás Cubas.

O herói romântico é substituido por personagens do dia-a-dia e vale também destacar a realidade da mulher , que sai as ruas , em busca de sustento , se prostituindo e mostrando gana , antes apenas vistas nos homens e das altas damas da sociedade , que casam por interesse e procuram a felicidade que não encontram no casamento fora de casa , geralmente com homens de baixa classe , com algumas excessões.

O realismo foi de alta importância para a literatura , pois a tirou do mundo da fantasia. Serviu como um óculos que a fez enxergar que o mundo também tem seu lado que ninguém gosta de ver , mas que está sempre lá , carente de ajuda e atenção , pois para os que vivem desse lado não existe fantasia nem sonhos , apenas a dura e sofrida realidade do dia após o outro que dificilmente muda antes da morte , infelizmente.


quarta-feira, 7 de março de 2007

Aula 5 - Texto Crítico



Análise Crítica das Imagens

Analisando as fotos , será mesmo que dois seres tão diferentes podem se amar? Pode até ser que sim e baseando-se no Romantismo Literário é um acaso do destino, que causa curiosidade em ambas partes e acaba se tornando um amor ardente e PROIBÍDO, afinal , os opostos se atraem! (Na verdade apenas um "sai da rotina para atrair leitores"). Mas por que proibído? Proibído porque naquela época seguia-se um padrão, muito cruel , que não permitia um " E viveram felizes para sempre" , proibído porque tudo que é proibído é mais gostoso e causa curiosidade. E foi issso que tornou o Romantismo o que ele é : Um jogo de sentimentos que te faz chorar , rir e as vezes ESCONDER.

A figura da "Bela e a Fera" e do "Edward Mãos de Tesoura" desenham claramente o que foi o período romântico na Literatura : opostos , atração , amor incondicional = amor proibído. Nos dois filmes as "mocinhas" não acabam juntas de seus amados enquanto estes continuam fora dos padrões definidos de NORMAIS , pois esses "tipos" de amores não eram aceitos na sociedade. Era assim também na Literatura , que quando unia casais "rejeitados" , os separava de forma trágica ou um pouco menos trágica.

Podemos dizer que o mundo mudou (UFA!!!!). Ainda exite o tradicionalismo , mas a mente das pessoas está muito mais aberta. Então , VIVA AS DIFERENÇAS .... e a felicidade também!

(Luis Gustavo Castanho Marciliano)

quinta-feira, 1 de março de 2007

Aula 4 - Romantismo



Romantismo
De que maneira o poema Eros e Psique de Fernando Pessoa se aproxima-se do Romantismo?


Eros e Psique se aproxima do Romantismo contando a hitória de uma amor impossível. Uma batalha atrás do verdadeiro amor que sempre resulta em trajédias ou decepções.


EROS E PSIQUE

Conta a lenda que dormia

Uma Princesa encantada

A quem só despertaria

Um Infante, que viria

De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,

Vencer o mal e o bem,

Antes que, já libertado,

Deixasse o caminho errado

Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,

Se espera, dormindo espera,

Sonha em morte a sua vida,

E orna-lhe a fronte esquecida,

Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,

Sem saber que intuito tem,

Rompe o caminho fadado,

Ele dela é ignorado,

Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino

Ela dormindo encantada,

Ele buscando-a sem tino

Pelo processo divino

Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro

Tudo pela estrada fora,

E falso, ele vem seguro,

E vencendo estrada e muro,

Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,

À cabeça, em maresia,

Ergue a mão, e encontra hera,

E vê que ele mesmo era

A Princesa que dormia.

(Fernando Pessoa)

Aula 3 - Arcadismo

Outono , Fotografia Luis Marciliano

Arcadismo


Como neste as artes O arcadismo foi o período criado para "combater" o Barroco. e os pensamentos era muito escuros e confusos , o Arcadismo quis clarear aquele ambiente pesado e triste , trazendo para a vida das pessoas a natureza , isto é , o Bucolismo que era baseado na vida despreocupada e idealizada nos campos.


Eram pregados ideais de vivência simples e natural e por isso foi apoiado pela burguesia , que combatia a vida luxuosa e tentava tomar o poder da nobreza.


Resumindo , o Arcadismo ascendeu a luz da idade média , que estava tomada pela escuridão e nã conseguia enxergar as coisas belas da vida.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Aula 2 - Barroco


Como Cruz e Corpo flerta com o espírito barroco?


Cruz e Corpo flerta com o espírito barroco justamente pelo fato da indecisão. O fato da cruz estar hora visível , hora não , mostra a incerteza do crer ou não crer.

Naquela época havia o conflito do BEM x MAL e é principalmente nesse ponto que ocorre a mesclagem com as fotos , pois em um primeiro momento a cruz está desfocada e sendo a cruz um símbolo divino me passou a idéia do distanciamento de uma força maior considerada "boa". Já na segunda foto a cruz está bem visível , portanto o bem prevaleceu.

Certeza , incerteza , claro , escuro , certo , errado , bem , mal , sentimento , razão , arte , ciência .... o Barroco é isso , uma mistura de elementos contraditórios e a tentaviva angustiante de conciliar essas forças antagônicas.

*Agradecimento: Gê , nós é que temos que agradecer a você , por nos ensinar a Literatura desse jeito todo especial e por ter aberto nossas mentes para enxergamos as coisas bonitas que existem nesse mundo. Obrigado!

Aula 1 - Literatura


Qual minha definição de Literatura?

Defino Literatura como uma matéria escolar, que é dada toda sexta-feira por minha professora Geruza!
Mas na verdade "ela" não é uma matéria e sim um "jogo de sentimentos", expressos diferentemente conforme a época em que ocorreu. Não a encaro tanto como uma matéria pois diferentemente de muitas outras , é gostosa de aprender.
Literatura é amar , sofrer , odiar .... é o interior do homem , pregado no papel em forma de letras.
Literatura é aquele que ainda virá , aquele que ja se foi , aquele que está.
Concluindo , Literatura é VIDA.